O ex-governador de Alagoas e atual ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), relembrou a transformação do município de Pilar durante sua gestão e projetou uma nova fase de desenvolvimento com a construção do Arco Metropolitano, em evento realizado na última semana. A fala do ministro ocorre em meio a um cenário de disputas políticas locais, com a oposição criticando o legado deixado por sua administração e apontando dívidas e promessas não cumpridas. O projeto do Arco Metropolitano, orçado em R$ 1,2 bilhão, é visto como um divisor de águas para a região metropolitana de Maceió, prometendo desafogar o trânsito e impulsionar a economia local.
Durante o evento, Renan Filho destacou os investimentos realizados em Pilar durante seus dois mandatos como governador, incluindo a construção de escolas, postos de saúde e a pavimentação de ruas. Ele afirmou que a cidade, que antes era conhecida por suas dificuldades, hoje é um exemplo de desenvolvimento. No entanto, a oposição local, liderada por vereadores do PL e do PSDB, contestou os números apresentados, afirmando que a dívida pública do município cresceu 40% nos últimos oito anos e que obras importantes, como a duplicação da AL-101 Sul, ainda não foram concluídas.
Panorama político e impactos regionais
O debate sobre o legado de Renan Filho em Pilar reflete um cenário político mais amplo em Alagoas, onde o MDB e o PT disputam a hegemonia em cidades estratégicas. O Arco Metropolitano, que ligará a BR-101 à AL-101 Norte, é uma obra federal que promete beneficiar não apenas Pilar, mas toda a região metropolitana de Maceió, incluindo os municípios de Rio Largo, Satuba e Coqueiro Seco. A expectativa é de que a obra gere 15 mil empregos diretos e indiretos e reduza em até 40% o tempo de deslocamento entre a capital e o interior.
O ministro dos Transportes também anunciou que o governo federal já liberou R$ 200 milhões para a primeira fase do projeto, que inclui a desapropriação de áreas e a construção de pontes. A previsão é de que o Arco Metropolitano seja concluído em 2027, com investimentos totais de R$ 1,2 bilhão. A oposição, no entanto, questiona a viabilidade do cronograma e aponta que obras semelhantes, como o Anel Viário de Maceió, levaram mais de uma década para serem finalizadas.
Em resposta às críticas, Renan Filho afirmou que o projeto está sendo tocado com transparência e que os recursos já estão garantidos no orçamento da União. Ele também destacou que a obra é uma prioridade do governo Lula e que conta com o apoio de prefeitos da região, independentemente de partido. O ex-governador ainda lembrou que, durante sua gestão, Alagoas reduziu a pobreza em 30% e ampliou o acesso a serviços básicos, como água tratada e energia elétrica.
Para especialistas em infraestrutura, o Arco Metropolitano é fundamental para desafogar o trânsito na BR-101, que atualmente registra um fluxo de 50 mil veículos por dia. A obra também deve impulsionar o turismo na região, facilitando o acesso a praias como Francês e Gunga. No entanto, alertam para a necessidade de planejamento urbano integrado, para evitar que o desenvolvimento desordenado agrave problemas como a especulação imobiliária e a falta de saneamento básico.
O evento em Pilar contou com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, além de representantes do governo federal. A oposição, que não foi convidada, organizou um protesto em frente à prefeitura, com cartazes criticando a gestão de Renan Filho e pedindo mais transparência nos contratos do Arco Metropolitano. O clima de tensão reflete a polarização política que marca o estado, onde o MDB e o PT buscam consolidar alianças para as eleições de 2026.
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