O prefeito de Maceió, JHC, deve chegar sem o apoio de figuras políticas de peso como Gaspar e Lira à convenção partidária que definirá os rumos de sua candidatura à reeleição. A informação, divulgada pelo portal Cadaminuto, revela um isolamento estratégico que contrasta com as expectativas de alianças amplas para o pleito de 2024. O cenário reflete uma fragmentação nas bases de sustentação do atual gestor, que enfrenta resistências internas e externas em um momento de reconfiguração das forças políticas locais.
A ausência de Gaspar e Lira — ambos com forte influência no cenário político alagoano — sinaliza uma disputa acirrada nos bastidores. Enquanto Gaspar é visto como um articulador de peso no estado, Lira representa uma das principais lideranças do centrão no Congresso Nacional. A decisão de ambos de não acompanharem JHC na convenção levanta questionamentos sobre a viabilidade de uma candidatura unificada e sobre o futuro das negociações partidárias em Maceió.
O movimento ocorre em um contexto de tensões políticas que envolvem desde divergências sobre a gestão municipal até disputas por espaços em futuras chapas. JHC, que assumiu a prefeitura em 2021 após vitória apertada, busca consolidar seu nome em meio a críticas da oposição e a necessidade de ampliar sua base de apoio. A convenção, marcada para os próximos dias, será um teste crucial para sua capacidade de articulação e para a manutenção de sua força eleitoral.
Especialistas apontam que o isolamento de JHC pode ser tanto uma estratégia para demonstrar independência quanto um reflexo de dificuldades reais em costurar alianças. Enquanto isso, outros partidos e lideranças locais observam atentamente os desdobramentos, com possíveis reconfigurações que podem impactar não apenas a disputa pela prefeitura, mas também o equilíbrio de forças para as eleições estaduais e federais em 2026.
O portal Cadaminuto destacou que, apesar do cenário adverso, JHC mantém a agenda de convenção e busca reforçar seu discurso de gestão focada em resultados. A ausência de apoios de peso, no entanto, coloca em xeque a narrativa de união que o prefeito tenta construir, abrindo espaço para que adversários explorem a fragilidade de sua base política.
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