A todo momento, Lucas Moutinho, 32, gerente de marketing da Rexona, tenta emplacar na entrevista o slogan da marca para a Copa do Mundo. O evento é o principal patrocinado pela Unilever, multinacional dona da Rexona, desde que foi iniciado o foco de investimentos em futebol. A estratégia, segundo ele, é de longo prazo: ‘Nossa aposta é a conexão de longo prazo’, afirma Moutinho, destacando que a marca busca associar sua imagem ao esporte mais popular do planeta.
A Rexona já havia patrocinado a Copa América em 2024, como parte de um movimento para colar sua imagem ao futebol. Agora, com a Copa do Mundo, a Unilever amplia sua presença em eventos esportivos globais. O investimento, segundo a empresa, não se limita ao torneio, mas visa criar um vínculo duradouro com os consumidores, especialmente os jovens, que são o público-alvo da marca.
Panorama do marketing esportivo no Brasil
O movimento da Rexona ocorre em um contexto de crescente interesse de grandes marcas pelo futebol brasileiro e internacional. Empresas como Ambev, Nike e Mastercard também têm ampliado seus investimentos em patrocínios esportivos, buscando engajamento emocional com o público. A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, representa uma oportunidade única para marcas globais se conectarem com audiências diversas.
Para a Unilever, a aposta no futebol é estratégica: a empresa quer fortalecer a presença da Rexona em mercados emergentes, como o Brasil, onde o esporte é paixão nacional. Além disso, a marca busca se diferenciar em um mercado competitivo, onde a fidelidade do consumidor é cada vez mais volátil. ‘O futebol nos dá uma plataforma para contar histórias e criar experiências que vão além do produto’, explica Moutinho.
O impacto do patrocínio, no entanto, vai além do marketing. A Rexona também investe em ações sociais e comunitárias ligadas ao esporte, como programas de incentivo à prática esportiva em escolas públicas. Essas iniciativas, segundo a empresa, ajudam a construir uma imagem positiva e a gerar valor compartilhado com a sociedade.
Com a Copa do Mundo se aproximando, a expectativa é que outras marcas sigam o exemplo da Rexona, aumentando a competição por espaços publicitários e ativações de marca. O cenário, no entanto, também traz desafios, como a necessidade de mensurar o retorno sobre o investimento e evitar a saturação do público. Para Moutinho, a chave é a autenticidade: ‘Não adianta apenas colocar o logo no estádio. É preciso criar uma conexão genuína com o torcedor’.
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