O prefeito de Maceió, JHC, fez duras críticas ao governo de Alagoas durante discurso no bairro de Ipioca, acusando a gestão estadual de utilizar postos de saúde como instrumento de barganha eleitoral. Em tom contundente, o prefeito classificou a prática como uma ‘política que condena o povo à morte’, apontando que a falta de serviços básicos penaliza especialmente a população mais pobre da capital alagoana.
A declaração ocorre em meio a um cenário de tensão política entre o Executivo municipal e o estadual, que se intensifica com a proximidade das eleições. JHC afirmou que unidades de saúde estão sendo usadas como moeda de troca para angariar votos, em vez de atender às necessidades urgentes da comunidade. ‘Não é possível que a saúde da nossa gente vire objeto de negociação política. Isso é desumano e criminoso’, disse o prefeito, citando exemplos de postos que permanecem fechados ou com atendimento precário em áreas periféricas.
Panorama político e impacto social
A acusação de JHC insere-se em um contexto mais amplo de disputa por recursos e responsabilidades na área da saúde pública em Alagoas. O estado, que enfrenta desafios históricos na oferta de serviços básicos, tem visto crescer a pressão de gestores municipais por maior descentralização de verbas e autonomia. Dados recentes do Conselho Nacional de Saúde indicam que a taxa de mortalidade infantil em Maceió é 20% superior à média nacional, o que reforça a urgência de ações efetivas.
O discurso do prefeito ecoa denúncias de outras lideranças locais, que apontam para a politização de serviços essenciais como estratégia de manutenção de poder. Especialistas ouvidos pelo Republica do Povo alertam que a utilização de postos de saúde como moeda de troca eleitoral agrava a desigualdade no acesso ao atendimento médico, especialmente em comunidades de baixa renda. ‘Quando a saúde vira instrumento de barganha, quem perde é o cidadão que precisa de um simples curativo ou de uma consulta de rotina’, avalia o analista político Carlos Mendes.
Em resposta, o governo de Alagoas, por meio de nota oficial, negou as acusações e afirmou que ‘todas as unidades de saúde são geridas com base em critérios técnicos e impessoais’. No entanto, a declaração de JHC já mobiliza a opinião pública e promete esquentar o debate sobre a gestão da saúde no estado, que tem sido um dos temas centrais nas campanhas eleitorais locais.
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