O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) revelou que a seca se intensificou em Alagoas entre maio e junho deste ano. O estado integra o grupo de sete unidades da federação que registraram agravamento da severidade do fenômeno no período, ao lado de Bahia, Minas Gerais e outros.
O levantamento acende alerta para o impacto direto na agricultura familiar e no abastecimento de água no interior alagoano. A situação se agrava em um momento em que o estado vive intensa movimentação política, com a pré-candidatura de João Henrique Caldas (JHC) ao governo em 2026 e a vantagem consolidada de Renan Filho nas pesquisas, como aponta levantamento recente da Vox Brasil.
A seca prolongada também levanta questionamentos sobre a eficácia das políticas públicas de convivência com o semiárido e a distribuição de recursos federais, como o Bolsa Família, que já ocupa 91% das vagas de emprego formal criadas em 2025, segundo o MTE. A capital Maceió, por sua vez, segue como palco de intensa campanha política, com candidatos ampliando presença na cidade.
O próximo passo esperado é a cobrança por ações emergenciais do governo estadual e federal, além de debates sobre infraestrutura hídrica e programas de assistência às comunidades afetadas. A seca, que já castiga o sertão alagoano, promete ser tema central na corrida eleitoral de 2026.
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