Senado solicita ao Itamaraty que viabilize telemedicina brasileira para vítimas de terremotos na Venezuela

A Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida por Damares Alves (Republicanos-DF), enviou um ofício ao Itamaraty solicitando que o governo brasileiro viabilize a telemedicina brasileira às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela. O documento, divulgado em 26 de junho de 2026, pede ação humanitária urgente para ampliar o acesso a cuidados médicos remotos, em meio à crise humanitária agravada pelos desastres naturais.

O pedido foi formalizado após reunião da comissão, que destacou a necessidade de cooperação internacional em saúde pública. A telemedicina, já utilizada no Brasil em regiões remotas, poderia ser adaptada para atender venezuelanos em áreas atingidas, onde hospitais e infraestrutura foram danificados. O ofício não especifica valores ou prazos, mas reforça a importância de parcerias com entidades como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Panorama político e humanitário

A solicitação ocorre em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Venezuela, mas também de esforços humanitários multilaterais. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já havia anunciado ajuda emergencial, incluindo o envio de equipes de resgate e donativos. A telemedicina surge como uma alternativa para suprir a falta de médicos e equipamentos nas regiões mais afetadas, como os estados de Mérida e Táchira.

Dados da Defesa Civil venezuelana indicam que os terremotos de magnitude 7,2 e 6,8, ocorridos em maio e junho de 2026, deixaram mais de 300 mortos e 2.000 feridos, além de destruir parcialmente 15 hospitais. A crise é agravada pela escassez de medicamentos e pela instabilidade política no país, que enfrenta sanções internacionais e uma crise migratória.

A iniciativa da comissão também reflete a pressão de organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, que pedem maior engajamento do Brasil na região. O ofício foi endossado por senadores de diferentes partidos, incluindo Humberto Costa (PT-PE) e Marcos do Val (Podemos-ES), que destacaram a urgência de uma resposta coordenada.

O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, mas fontes internas indicam que a pasta avalia a viabilidade técnica e logística da proposta. Enquanto isso, a comissão planeja audiências públicas para discutir o tema com especialistas em saúde digital e relações internacionais.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *