Senador Randolfe Rodrigues oficializa pré-candidatura à reeleição pelo Amapá em meio a suspensão judicial de evento

Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso Nacional, anunciou nesta quinta-feira (19), pelas redes sociais, que é pré-candidato à reeleição ao Senado em 2026. O anúncio ocorre dias após a Justiça Eleitoral suspender o evento de lançamento previsto para ocorrer em Macapá, gerando um cenário de incertezas políticas no Amapá. O parlamentar, de 53 anos, graduado em História e Direito, natural de Garanhuns (PE), mudou-se para o Amapá com a família aos 8 anos, onde construiu sua trajetória pessoal e profissional.

Nas redes sociais, o senador afirmou que pretende focar em pautas ligadas ao desenvolvimento do estado e voltou a defender a exploração de petróleo na Margem Equatorial. “Dou esse passo com a mesma força pra defender as conquistas do nosso povo e seguir lutando por um Amapá com mais oportunidades, desenvolvimento e justiça social”, declarou. A decisão de Randolfe ocorre em um momento de intensa movimentação política no estado, que terá duas vagas em disputa no Senado em 2026.

Trajetória política e judicial

Randolfe Rodrigues foi deputado estadual por duas vezes, eleito pela primeira vez em 1998 e reeleito em 2002, ambos mandatos pelo PT. Ele deixou a legenda em meio à crise do escândalo do mensalão. Posteriormente, foi membro do PSOL, legenda pela qual foi eleito senador pela primeira vez em 2010. Em 2015, filiou-se à Rede Sustentabilidade e, em 2018, foi reeleito senador. Desde o início do mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva, ele é líder do governo no Congresso Nacional. Em 2024, retornou ao PT.

Em 11 de junho deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) suspendeu o evento de lançamento da pré-candidatura do senador. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou possível propaganda antecipada. O episódio reflete a rigidez da Justiça Eleitoral no período pré-eleitoral, que já havia barrado evento de pré-campanha no Amapá e obrigado cancelamento em Macapá, conforme noticiado pelo portal República do Povo.

Cenário eleitoral e concorrência

O Amapá possui duas vagas em disputa no Senado em 2026. Atualmente, cinco outros pré-candidatos já se colocaram na corrida eleitoral: Rayssa Furlan, Teles Junior, João Alberto Capiberibe, Alliny Serrão e Acácio Favacho. A diversidade de candidaturas indica uma disputa acirrada, com diferentes espectros políticos e propostas para o desenvolvimento do estado. A presença de Randolfe, figura nacionalmente conhecida, adiciona peso à corrida, mas também atrai escrutínio sobre possíveis irregularidades eleitorais.

O anúncio de Randolfe ocorre em um contexto de debates sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, tema que divide opiniões no Amapá e no governo federal. Enquanto o senador defende a atividade como motor de desenvolvimento, ambientalistas e parte da sociedade civil alertam para riscos ecológicos. A transposição de servidores públicos e a defesa das instituições democráticas, do meio ambiente e da educação são outras bandeiras do parlamentar, que busca consolidar sua base eleitoral no estado.

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