Servidora da Câmara é apontada como peça central em esquema de desvio de emendas que beneficiou presidente do PL

A servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que atuou por anos como assessora de confiança do então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), é apontada pela Polícia Federal como peça central de um esquema de desvio de emendas parlamentares que teria beneficiado o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não possui mandato. Atualmente lotada na liderança do PP, partido de Lira, Tuca é investigada por supostamente operar o desvio de R$ 119 milhões em emendas, conforme revelou a PF em investigação que já resultou no bloqueio de bens do dirigente partidário.

O esquema, segundo a Polícia Federal, envolvia a manipulação de emendas parlamentares para desviar recursos públicos em favor de Valdemar Costa Neto, que não exerce cargo eletivo. A investigação aponta que Mariângela Fialek, por sua posição estratégica na Câmara e sua relação próxima com Arthur Lira, teria facilitado o desvio dos valores, que somam R$ 119 milhões. O caso ganhou repercussão após a PF detalhar as suspeitas em relatório, que também levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a determinar o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto.

Panorama político e impacto institucional

O escândalo expõe a fragilidade dos mecanismos de controle sobre as emendas parlamentares, instrumento orçamentário frequentemente alvo de críticas por sua opacidade. A investigação atinge diretamente o presidente da Câmara, Arthur Lira, que teve uma de suas principais assessoras envolvida, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, figura central na política brasileira, mesmo sem mandato. O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior transparência na destinação de emendas e sobre a influência de partidos e lideranças no orçamento público.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e detalhar o fluxo dos recursos desviados. O bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, determinado por Flávio Dino, é uma medida cautelar que visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos, caso as suspeitas sejam confirmadas. Mariângela Fialek, por sua vez, ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações, e a Câmara dos Deputados informou que acompanha o caso e colabora com as autoridades.

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