Servidores protocolam representação contra aplicação de R$ 117 milhões do Iprev no Banco Master

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Maceió protocolou, nesta quinta-feira (18), uma representação na Polícia Federal cobrando esclarecimentos sobre a aplicação de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) em letras financeiras do Banco Master. O ato foi acompanhado por uma manifestação em frente ao local, com servidores exibindo cartazes que exigem transparência e responsabilidade na gestão dos recursos previdenciários.

A representação levanta suspeitas sobre a legalidade e a segurança do investimento, que envolve uma instituição financeira com histórico controverso. Os servidores denunciam que a aplicação pode configurar má gestão e até mesmo desvio de finalidade, já que os recursos do Iprev deveriam ser destinados a investimentos de baixo risco para garantir a aposentadoria dos funcionários públicos. A cobrança por devolução dos recursos já mobilizou o Senado e expõe uma disputa política em torno do caso, conforme apuração da República do Povo.

Enquanto isso, uma empresa ligada a um secretário sob investigação da PF recebeu R$ 4,4 milhões do governo de Alagoas em 2026, conforme revelou a República do Povo. A coincidência temporal levanta ainda mais questionamentos sobre a transparência nas contas públicas estaduais e municipais.

Agora, a expectativa é que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar o caso, enquanto os servidores prometem novas mobilizações. O próximo passo deve ser a convocação de uma audiência pública na Câmara de Maceió para pressionar o prefeito JHC e o presidente do Iprev a prestarem contas sobre o destino dos R$ 117 milhões.

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