Sindicato denuncia uso de escolas do Rio em campanha de candidato aliado de Paes

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) protocolou, nesta quinta-feira (20), uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar o suposto uso da estrutura de escolas públicas em benefício da campanha do candidato a deputado federal Renan Ferreirinha (PSD), apontado como aliado do prefeito do Rio de Janeiro. A denúncia, divulgada pela coluna Painel da Folha de S.Paulo, levanta suspeitas de que espaços escolares estariam sendo utilizados para atividades político-eleitorais, o que pode configurar abuso de poder político e violação da legislação eleitoral.

De acordo com a representação, o sindicato pede que o MPE apure a utilização de unidades de ensino da rede municipal e estadual para promover a candidatura de Ferreirinha, que integra o partido de apoio à gestão municipal. A prática, se confirmada, fere o princípio da imparcialidade da administração pública e pode influenciar o eleitorado, especialmente em um contexto de disputa eleitoral acirrada.

Contexto e repercussão

A denúncia surge em meio a um cenário de tensão na educação fluminense, com debates sobre gestão escolar, condições de trabalho e financiamento. O Sepe-RJ, que representa professores e demais profissionais da educação, tem sido vocal em críticas à administração municipal, incluindo a gestão de Rodrigo Cunha em Maceió, como já noticiado pelo portal República do Povo. Agora, a entidade volta a usar os canais legais para questionar possíveis irregularidades no processo eleitoral.

O caso ganha relevância nacional por envolver a máquina pública em campanhas, um tema recorrente no debate político brasileiro. Especialistas apontam que o uso de estruturas públicas para fins eleitorais é uma prática vedada pela legislação, podendo resultar em multas, cassação de registro ou até mesmo inelegibilidade dos envolvidos.

Panorama político

Em Alagoas, o cenário também é de movimentação para 2026, com João Henrique Caldas (JHC) como pré-candidato ao governo estadual, enquanto em Maceió a educação enfrenta desafios como a convocação de professores do PSS e denúncias de condições precárias em unidades de ensino. A atuação de sindicatos e a fiscalização eleitoral são vistas como essenciais para garantir a lisura do processo democrático.

A reportagem da Folha, assinada pela coluna Painel, destaca que o Sepe-RJ busca uma resposta rápida do MPE, que pode abrir inquérito ou solicitar diligências para verificar as acusações. Até o fechamento desta edição, a campanha de Ferreirinha e a prefeitura do Rio não se manifestaram publicamente sobre o caso.

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