Em qualquer pesquisa eleitoral, a margem de erro é um elemento estatístico fundamental que define o intervalo de confiança dos resultados. A diretora do Datafolha, Luciana Chong, explica que a margem de erro é inerente à estatística e está diretamente relacionada ao número de entrevistas realizadas. Em um levantamento com 2 mil entrevistados, por exemplo, a margem pode ser de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que um candidato com 20% das intenções de voto pode ter seu desempenho real entre 18% e 22%.
A margem de erro não é um valor fixo e pode variar conforme o grupo analisado. Quando os resultados são segmentados por gênero, idade, renda ou escolaridade, a margem tende a aumentar, pois a amostra de cada subgrupo é menor. Em uma pesquisa com 2 mil entrevistas, se houver aproximadamente mil homens e mil mulheres, a margem de erro para cada um desses grupos será maior do que a do levantamento total. Quanto menor o grupo analisado — como o de pessoas que recebem mais de dez salários mínimos —, maior pode ser a margem de erro.
Como interpretar os resultados
Segundo Luciana Chong, a margem de erro deve ser considerada na hora de interpretar os resultados, especialmente quando há comparação entre candidatos. Se um candidato aparece com 20% e outro com 22%, por exemplo, a diferença pode não ser estatisticamente significativa, pois ambos os resultados podem estar dentro do mesmo intervalo de confiança. A diretora do Datafolha reforça que a margem de erro é uma ferramenta para medir a precisão da pesquisa, não uma garantia de resultado exato.
Cobertura das eleições de 2026
Nas eleições de 2026, ao longo do 1º turno, a Globo, o g1, a GloboNews e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas da Quaest e do Datafolha com a disputa pelo Senado, governos de todos os estados e do Distrito Federal, além da Presidência da República. Com essa cobertura, a Globo reafirma seu compromisso de informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral.
O g1 iniciou, nesta semana, a publicação de uma série de vídeos verticais com explicações sobre os principais temas das eleições de 2026. Até o 1º turno, em 4 de outubro, serão 50 vídeos, um por dia. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas eleitorais e as regras para o uso de redes sociais e inteligência artificial nas campanhas; quais são os cargos em disputa; como trabalha o Congresso; as diferenças nas eleições de deputados e senadores; e trazem, também, orientações para o dia da votação.
O vídeo com a explicação de Luciana Chong faz parte dessa série e está disponível no g1, com o título “VÍDEO: entenda o que é a margem de erro nas pesquisas eleitorais”. A iniciativa busca esclarecer dúvidas comuns dos eleitores e contribuir para uma leitura mais crítica dos levantamentos eleitorais.
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