Após um período de letargia causado pela crise com a antiga operadora no Brasil, a rede de cafeterias Starbucks retoma a abertura de lojas no país e deve ter dezenas de inaugurações no segundo semestre deste ano, conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo em 7 de junho de 2026. O plano prevê a abertura de 30 novas unidades até o fim do ano, marcando um movimento de recuperação e expansão da marca no mercado brasileiro.
A retomada ocorre após um período de instabilidade, quando a Starbucks enfrentou desafios com sua antiga operadora local, o que resultou em um ritmo mais lento de crescimento. Com a nova estratégia, a empresa busca consolidar sua presença em regiões estratégicas, incluindo capitais e cidades de médio porte, onde a demanda por cafés especiais tem crescido.
Panorama político e econômico
O movimento da Starbucks se insere em um contexto de recuperação econômica no Brasil, com a inflação sob controle e o consumo das famílias mostrando sinais de reação. Especialistas apontam que a aposta em expansão física reflete a confiança no mercado interno, mesmo diante de incertezas fiscais e políticas. A decisão também ocorre em meio a discussões sobre reformas tributárias e incentivos ao setor de serviços, que podem beneficiar redes de franquias e alimentação.
Além disso, a retomada da Starbucks pode pressionar concorrentes locais, como Lucca Cafés e Fran’s Café, a acelerarem seus próprios planos de crescimento, aumentando a competitividade no setor. A expectativa é que as novas lojas gerem empregos diretos e indiretos, contribuindo para a geração de renda em diferentes localidades.
O plano de expansão também dialoga com a tendência de consumo de cafés premium no Brasil, que tem crescido nos últimos anos, impulsionado por uma classe média mais exigente e pela cultura de trabalho remoto, que valoriza espaços de convivência. A Starbucks aposta em lojas com design moderno e cardápio adaptado aos paladares brasileiros, incluindo opções de bebidas geladas e quitutes regionais.
Com a abertura das 30 novas lojas, a rede espera alcançar um total de aproximadamente 150 unidades no país até o final de 2026, consolidando-se como uma das maiores redes de cafeterias do Brasil. A empresa não divulgou o valor total do investimento, mas analistas estimam que os aportes podem superar a casa dos R$ 100 milhões, considerando custos de instalação, logística e treinamento de equipes.
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