O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o Ministério da Educação (MEC) a retomar os processos de supervisão contra faculdades de Medicina que tiveram baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Educação Médica (Enamed). A decisão, divulgada nesta semana, reativa medidas que estavam suspensas e que podem limitar o ingresso de novos alunos em cursos considerados insuficientes.
Em março, o MEC anunciou a abertura de procedimentos administrativos contra instituições de ensino superior que não atingiram a nota mínima na avaliação. Agora, com o aval do STJ, as punições voltam a valer, incluindo a possibilidade de reduzir vagas e até suspender novos vestibulares nos cursos reprovados.
A medida atinge diretamente faculdades de Medicina em todo o país, incluindo unidades em Alagoas, onde a oferta de cursos particulares cresceu nos últimos anos. Segundo o tribunal, a retomada das sanções é necessária para garantir a qualidade da formação médica e proteger os pacientes que serão atendidos por esses profissionais.
O MEC argumenta que a supervisão é uma ferramenta legal para corrigir distorções e elevar o padrão de ensino. As instituições afetadas terão prazo para apresentar defesa e plano de melhorias, mas, se não cumprirem as exigências, podem perder a autorização para funcionar.
Para o cenário político e educacional alagoano, a decisão deve gerar repercussão entre gestores e parlamentares ligados ao setor. A expectativa é que o MEC divulgue nos próximos meses a lista atualizada dos cursos em situação irregular, o que pode provocar novas cobranças por transparência e fiscalização mais rígida.
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