O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu neste domingo (9) as críticas feitas por Eduardo Bolsonaro à obrigatoriedade das vacinas no Brasil. Em um momento em que o estado enfrenta um surto de sarampo, com 23 casos confirmados, o governador fez um apelo público para que a população procure os postos de saúde e se imunize contra a doença.
“A vacina do sarampo é consagrada e segura. A gente tem feito um esforço muito grande aqui em São Paulo para aumentar a cobertura vacinal graças a algumas medidas, como incentivo à gestão municipal, a gente está conseguindo ampliar. Eu recomendo a todos já buscar o posto de vacinação a buscar a vacinação do sarampo porque ela é fundamental nesse momento”, declarou Tarcísio, em resposta a um vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro no sábado (8).
Contexto da polêmica
No vídeo, Eduardo Bolsonaro afirmou que foi a uma agência de correio nos Estados Unidos para assinar uma declaração isentando sua filha da obrigatoriedade de tomar vacinas para matrícula escolar no Texas. Na ocasião, ele disse que a medida representa “respeito à liberdade dos pais nos EUA” e criticou o que chamou de “obrigatoriedade vacinal imposta por Lula no Brasil”, questionando quem seria responsabilizado em caso de efeitos colaterais.
A declaração de Eduardo Bolsonaro ocorre em um cenário de tensão política sobre a política de imunização no país. Enquanto isso, o governo de São Paulo tem adotado medidas para ampliar a cobertura vacinal, incluindo incentivos à gestão municipal, como parte do esforço para conter o avanço do sarampo no estado.
A fala de Tarcísio, no entanto, destoa do discurso de parte de seus aliados políticos, que têm questionado a eficácia e a segurança das vacinas. O governador, por sua vez, reforçou a importância da imunização como ferramenta de saúde pública, buscando tranquilizar a população em meio ao surto.
O episódio coloca em evidência o debate sobre a confiança nas urnas e a polarização política, temas que têm marcado a agenda nacional. Enquanto alguns setores questionam a credibilidade das instituições, outros defendem a ciência e a necessidade de políticas públicas eficazes para proteger a população.
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