Uma torcida organizada do Náutico realizou protesto em frente ao CT Wilson Campos na manhã desta segunda-feira, cobrando a saída da comissão técnica após a sequência de oito jogos sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. Hélio e Guilherme dos Anjos foram os principais alvos das críticas dos manifestantes, que exigiram mudanças imediatas no comando do time.
A manifestação ocorreu por volta das 10h, com dezenas de torcedores portando faixas e cartazes com mensagens como “Fora, Hélio” e “Chega de incompetência”. O grupo permaneceu na entrada do centro de treinamento por aproximadamente duas horas, sem registrar confrontos com a segurança do clube. A diretoria do Náutico não se pronunciou oficialmente até o momento.
Crise no clube se aprofunda
O Náutico vive um dos piores momentos na temporada, acumulando oito partidas consecutivas sem vitória na Série B, o que resultou na queda para a zona de rebaixamento. A pressão sobre a comissão técnica aumentou após a derrota por 3 a 0 para o CRB no último sábado, no estádio dos Aflitos. O time alvirrubro ocupa atualmente a 17ª posição na tabela, com apenas 18 pontos em 22 rodadas.
O protesto desta segunda-feira reflete a insatisfação crescente da torcida com o desempenho do elenco e as decisões da diretoria. Nas redes sociais, grupos de torcedores organizam novas manifestações para os próximos dias, caso não haja mudanças na estrutura técnica. A situação coloca em xeque a permanência de Hélio e Guilherme dos Anjos, que assumiram o time no início do ano com a promessa de acesso à Série A.
Panorama político e esportivo
O cenário no Náutico insere-se em um contexto mais amplo de instabilidade nos clubes nordestinos na Série B. Além do Náutico, equipes como Santa Cruz e Sport Recife também enfrentam crises técnicas e financeiras, com protestos de torcidas organizadas se tornando recorrentes. A pressão popular tem levado a mudanças frequentes de comissões técnicas, mas sem resultados consistentes em campo.
Especialistas apontam que a falta de planejamento de longo prazo e a gestão amadora são fatores comuns que agravam a situação dos clubes. No caso do Náutico, a diretoria enfrenta críticas por não ter reforçado o elenco durante a janela de transferências, o que contribuiu para a sequência negativa. A torcida, por sua vez, exige respostas imediatas, enquanto o clube busca alternativas para evitar o rebaixamento.
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