O governo federal aguarda o aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para retomar as obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco, conforme anunciou o vice-presidente Geraldo Alckmin durante agenda no Porto de Suape, ao lado da governadora Raquel Lyra. A declaração foi feita nesta quarta-feira (26) e reforça o compromisso do Executivo em destravar um dos maiores projetos de infraestrutura do Nordeste, que enfrenta paralisações e entraves burocráticos há anos.
Alckmin destacou que o governo trabalha para superar as pendências técnicas e jurídicas que impedem a continuidade da ferrovia, cujo traçado original prevê a ligação entre o Piauí e o Porto de Suape, em Pernambuco. Segundo ele, a análise do TCU é o último passo antes da liberação de novos recursos e da retomada efetiva das obras. A expectativa é que o parecer seja emitido nas próximas semanas, permitindo que o cronograma seja retomado.
Panorama político e econômico
A Transnordestina é considerada estratégica para o desenvolvimento regional, com potencial para escoar grãos, minérios e outros produtos do interior nordestino para o mercado externo. A obra, no entanto, acumula atrasos e revisões de orçamento desde sua concepção, na década de 2000. O valor atual estimado para a conclusão do empreendimento ultrapassa os R$ 10 bilhões, com investimentos federais e parcerias privadas.
A governadora Raquel Lyra reforçou a importância da ferrovia para Pernambuco e para a integração logística do Nordeste. Ela lembrou que o Porto de Suape é um dos principais hubs de exportação do país e que a conclusão da Transnordestina pode multiplicar a capacidade de movimentação de cargas. A agenda conjunta com o vice-presidente sinaliza alinhamento entre os governos estadual e federal, em um momento de negociações políticas para garantir recursos e celeridade nas análises dos órgãos de controle.
O TCU, por sua vez, analisa os contratos e os aditivos firmados ao longo dos anos, além de possíveis irregularidades apontadas em auditorias anteriores. A decisão do tribunal será crucial para definir o futuro do projeto, que já teve trechos concluídos em outros estados, mas enfrenta gargalos em Pernambuco. A expectativa é que, com o aval, as obras possam ser retomadas ainda neste semestre, gerando empregos e impulsionando a economia local.
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