A Atricon, associação que reúne membros dos tribunais de contas do Brasil, manifestou apoio a um projeto de lei de autoria da deputada Any Ortiz (PP-RS) que elimina a obrigatoriedade de escolas públicas e privadas concederem férias durante a Copa do Mundo Feminina, marcada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 no Brasil. A medida, que tramita no Congresso Nacional, altera a legislação atual que prevê recesso escolar em períodos de grandes eventos esportivos realizados no país.
O posicionamento da Atricon foi divulgado nesta terça-feira (8 de dezembro de 2026) e representa um reforço institucional importante para a proposta. A associação argumenta que a obrigatoriedade de férias durante o mundial poderia comprometer o calendário letivo, especialmente em um contexto de recuperação das defasagens educacionais agravadas pela pandemia. A entidade defende que as escolas tenham autonomia para decidir sobre seus calendários, desde que respeitadas as diretrizes nacionais de ensino.
Impacto educacional e econômico
O projeto de lei, que agora ganha força com o apoio da Atricon, busca evitar que a realização da Copa Feminina no Brasil gere uma paralisação generalizada das atividades escolares, como ocorreu em edições anteriores de grandes torneios. Segundo especialistas em educação ouvidos pela reportagem, uma pausa prolongada pode prejudicar o aprendizado e aumentar a evasão escolar, especialmente nas redes públicas. Por outro lado, setores ligados ao turismo e à organização do evento defendem que as férias facilitariam a presença de famílias nos estádios e o envolvimento da população com o campeonato.
A discussão ocorre em um momento em que o país se prepara para sediar o primeiro mundial feminino de futebol, com expectativa de grande impacto econômico e social. A decisão final, no entanto, caberá ao Congresso, que deverá avaliar os prós e contras da proposta em meio a um cenário político marcado por debates sobre prioridades educacionais e orçamentárias.
O apoio da Atricon é visto como um sinal de que a proposta pode avançar com respaldo técnico, mas ainda há resistências de parlamentares ligados ao esporte e ao turismo. A tendência é que o tema seja alvo de intensa negociação nos próximos meses, com possíveis ajustes no texto original para atender a diferentes interesses.
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