O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou que a China interferiu nas eleições americanas de 2020, pleito que ele perdeu para o candidato democrata Joe Biden. A declaração foi feita em pronunciamento oficial em horário nobre, no dia 16 de julho de 2026, na Casa Branca. As alegações de Trump atribuindo sua derrota a uma suposta fraude nas urnas já vêm de longa data e foram o estopim para a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso referendaria os resultados eleitorais.
Antes da transmissão do discurso, Trump deu apenas detalhes vagos sobre o conteúdo. Quando questionado por um repórter se o pronunciamento trataria de “urnas eletrônicas e integridade eleitoral”, o líder norte-americano disse que abordaria “esse assunto” e que traria “notícias realmente, realmente grandes” sobre o tema. A agência Reuters já havia adiantado no início da semana que a fala de Trump também incluiria ataques às urnas eletrônicas e afirmações, sem apresentar provas, de que houve uma fraude eleitoral em larga escala na eleição de 2020.
Derrota eleitoral e falsa alegação de fraude
Democratas alertaram nesta semana que Trump estaria tentando ressuscitar falsas alegações de eleições anteriores roubadas para deslegitimar as próximas eleições legislativas de 2026, nas quais o Partido Republicano enfrenta dificuldades. A fixação de Trump com sua derrota para Biden e com as teorias sobre o pleito, já amplamente desmentidas, continuam sendo assuntos que ele menciona regularmente em suas falas públicas desde que retornou à Casa Branca, em 2025. Porém, elevar esses tópicos profundamente políticos e conspiratórios a um pronunciamento presidencial em horário nobre destaca até que ponto Trump tem usado seu segundo mandato para romper normas e se concentrar em antigas queixas.
Assim como no Brasil, pronunciamentos presidenciais em horário nobre nos EUA normalmente são reservados para grandes marcos ou eventos de importância nacional. A última vez que Trump fez um pronunciamento desse tipo foi em abril, quando ele disse que o país atingiria seus objetivos na guerra no Irã “muito em breve”. O conflito, no entanto, ainda está ocorrendo.
Tribunais contra as conspirações de Trump
A alegação de que houve fraude em 2020 já foi rejeitada por tribunais, auditorias eleitorais e pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump, que não encontraram evidências de fraude, incluindo qualquer manipulação de urnas eletrônicas. Na época, a agência federal de segurança cibernética classificou a votação como “a mais segura da história dos Estados Unidos”. Desde que voltou à Casa Branca, o presidente tem reiterado essas acusações sem apresentar novos elementos.
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