Violência lidera preocupações do eleitorado brasileiro, aponta Quaest; Lula e Flávio Bolsonaro lideram cenário eleitoral

A violência é a principal preocupação dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14). O levantamento, contratado pela Globo em parceria com o jornal O Globo, aponta que 33% dos entrevistados citam a segurança como o tema mais urgente do país, superando economia, saúde e corrupção. Os dados reforçam um cenário de ansiedade social que deve pautar o debate eleitoral até o primeiro turno, marcado para 3 de outubro.

O estudo também traz um retrato detalhado das intenções de voto para a Presidência da República. No primeiro turno, Lula (PT) lidera com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que soma 31%. Empatados tecnicamente na terceira posição aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%. Na sequência, Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) marcam 2% cada, enquanto Samara Martins (UP) tem 1%. Os demais candidatos — Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) — não pontuaram. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 8%, e os indecisos chegam a 10%.

No cenário de segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro diminui. O petista aparece com 43% das intenções de voto, contra 40% do adversário. Brancos e nulos representam 13%, e os indecisos, 4%. O resultado indica uma disputa mais acirrada do que a observada no primeiro turno, o que pode intensificar a polarização nas próximas semanas.

Panorama eleitoral e metodologia

A pesquisa integra um amplo projeto de monitoramento eleitoral: até a véspera do primeiro turno, g1, Globo, GloboNews, O Globo e emissoras afiliadas publicarão 130 levantamentos encomendados à Quaest e ao Datafolha. Além da corrida presidencial, os levantamentos cobrirão as disputas pelo Senado e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal, oferecendo um retrato detalhado do eleitorado em cada região.

Os números refletem um momento em que a segurança pública emerge como fator decisivo nas urnas, superando questões econômicas e sociais. A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Os dados completos estão disponíveis no site do g1.

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