A violência política de gênero volta a acender o alerta em Alagoas, ameaçando diretamente a participação feminina nas eleições. O tema ganha relevância em meio a um cenário onde casos de agressão contra mulheres se multiplicam, como as recentes prisões por violência doméstica em Maceió e no Sertão.
Dados apontam que candidatas são alvo de ataques virtuais, ameaças e até agressões físicas durante o período eleitoral. A situação preocupa especialistas, que veem na violência política um obstáculo para a equidade de gênero nos espaços de poder.
Em Alagoas, a escalada de casos de violência doméstica — como o homem preso por stalking em Arapiraca e o suspeito de tentativa de estupro no Sertão — reforça o ambiente hostil enfrentado por mulheres. A Delegacia da Mulher de Caruaru também registrou tumulto após uma prisão por violência doméstica.
Para além das urnas, a violência política de gênero reflete um problema estrutural que exige ações coordenadas do poder público e da sociedade civil. A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas intensifique a fiscalização e promova campanhas de conscientização durante o pleito de 2026.
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