Zema se afasta de Flávio Bolsonaro e critica STF como ‘poder incendiário’ em meio a escândalo do Banco Master

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (19) que ‘nunca foi próximo’ do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em agenda no Recife, Zema concedeu entrevista a rádios locais e voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a Corte como ‘poder incendiário’. A declaração ocorre em meio ao escândalo de mensagens que abala o cenário político de 2026 e coloca o futuro da direita em xeque, conforme reportagem do portal Republica do Povo.

A fala de Zema reforça o distanciamento público entre o ex-governador e o entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, em um momento em que o PL enfrenta desgaste com as revelações de trocas de mensagens envolvendo aliados. O escândalo, que expõe articulações políticas e críticas ao STF, tem gerado instabilidade entre as lideranças de direita, que buscam reposicionamento para as eleições de 2026.

Críticas ao STF e panorama político

Zema, que já havia criticado o STF anteriormente, voltou a atacar a Corte, chamando-a de ‘poder incendiário’. A declaração ecoa o tom de insatisfação de parte da classe política e da opinião pública com decisões recentes do tribunal, especialmente em temas sensíveis como liberdade de expressão e investigações. O ex-governador, no entanto, evitou aprofundar a crítica a personagens específicos, focando no que chamou de ‘excesso de poder’ do Judiciário.

O cenário político nacional, marcado por tensões entre os Poderes e a crise na direita, coloca Zema como uma figura que busca se diferenciar tanto do bolsonarismo quanto do petismo. Enquanto isso, o escândalo do Banco Master, que envolve supostas irregularidades financeiras e conexões políticas, adiciona mais um elemento de incerteza ao tabuleiro eleitoral.

A declaração de Zema foi feita em meio a um contexto de fragilidade das alianças de direita, com o PL tentando conter os danos das mensagens vazadas. O ex-governador, ao negar proximidade com Flávio Bolsonaro, sinaliza uma tentativa de preservar sua imagem e construir uma candidatura independente, embora ainda precise consolidar apoios regionais e nacionais.

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