O Itamaraty acendeu um alerta no Congresso: a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode abrir uma brecha perigosa. Em ao menos duas respostas a requerimentos de deputados federais, a chancelaria reconheceu que há “possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”.
O temor é que, sob o guarda-chuva da luta antiterror, os EUA se sintam autorizados a agir unilateralmente no Brasil. O Itamaraty, em tom cauteloso, não descarta que a medida americana, embora simbólica, possa ter consequências práticas e violar a soberania nacional. A avaliação interna é que o governo brasileiro precisa redobrar a vigilância diplomática.
A polêmica levanta um debate incômodo: até que ponto a cooperação contra o crime organizado pode ceder espaço para ingerência externa? Enquanto isso, gigantes americanas pedem que os EUA excluam o Brasil do tarifaço, mostrando que a relação bilateral é um jogo de interesses contraditórios.
O próximo passo esperado é que o Congresso Nacional convoque o ministro das Relações Exteriores para prestar esclarecimentos. A oposição já articula um requerimento de urgência, enquanto o governo tenta costurar uma saída diplomática que evite constrangimentos maiores com Washington.
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