“Judiciário brasileiro precisa de ampla reforma”, defende novo presidente do STJ

O novo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, defendeu uma “ampla reforma” no Judiciário brasileiro. Em entrevista, ele propôs um pacto entre os Poderes para frear a explosão de ações judiciais que congestionam os tribunais e criticou o uso de ataques às Cortes como estratégia eleitoral.

Salomão alertou que a judicialização excessiva sobrecarrega o sistema e compromete a eficiência da Justiça. Para ele, a solução passa por um diálogo institucional que envolva Executivo, Legislativo e Judiciário, em vez de medidas isoladas. A declaração vem em meio a debates sobre o papel dos tribunais em ano eleitoral.

O magistrado também condenou a instrumentalização política de críticas ao Judiciário, classificando o fenômeno como perigoso para a democracia. A fala ecoa em um contexto de tensões entre Cortes e setores políticos, como o caso do recurso no STJ que pode alterar pagamentos do INSS e a repercussão do perdão judicial a Monique Medeiros.

Nos bastidores, a proposta de Salomão deve pautar discussões no Congresso, onde tramitam projetos que limitam decisões monocráticas e ampliam o controle externo do Judiciário. A expectativa é que o novo presidente do STJ busque articulação direta com parlamentares para avançar com a agenda de reforma.

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