O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou o ministro Carlos Fávaro nesta sexta-feira para assegurar votos governistas na CPMI do INSS e barrar o indiciamento de seu filho.
A manobra estratégica retira do colegiado a senadora Margareth Buzetti, que votaria com a oposição, devolvendo a vaga de titular ao ministro licenciado para consolidar a base aliada.
A articulação visa neutralizar o parecer de Alfredo Gaspar, que sugere a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva por suposto lobby na venda de medicamentos.
Manobras e blindagem no colegiado
Com a alteração, o Palácio do Planalto projeta alcançar 20 votos favoráveis à rejeição do texto, superando o quórum mínimo de 17 parlamentares necessários para a decisão final.
A senadora Margareth Buzetti declarou ter sido desrespeitada e afirmou que a troca de última hora demonstra o temor do governo diante das revelações contidas no relatório final.
As investigações sobre Lulinha ganharam força após depoimentos indicarem uma suposta mesada de 300 mil reais paga pelo empresário Antônio Camilo Antunes para facilitar negócios no Ministério da Saúde.
A comissão deve encerrar suas atividades neste sábado, após o Supremo Tribunal Federal negar o pedido de prorrogação dos trabalhos legislativos sobre o caso.
