Os álbuns de figurinhas, febre entre crianças e adultos há décadas, têm uma história que remonta a antes mesmo da criação dos primeiros álbuns, atravessando gerações até se tornarem um fenômeno mundial, especialmente durante as Copas do Mundo. A tradição, que começou com coleções informais de cromos avulsos, evoluiu para um mercado bilionário que movimenta fãs de todas as idades, conectando memórias afetivas e o amor pelo futebol.
De acordo com a fonte original, as primeiras coleções de figurinhas surgiram no final do século XIX, na Europa, quando empresas de tabaco e confeitaria começaram a incluir pequenas imagens em seus produtos como forma de atrair consumidores. Essas imagens, muitas vezes retratando esportes, animais ou figuras históricas, eram trocadas entre colecionadores, criando uma cultura de troca que persiste até hoje. No entanto, foi apenas na década de 1950 que os álbuns de figurinhas ganharam o formato que conhecemos, com a italiana Panini lançando o primeiro álbum dedicado a uma Copa do Mundo, em 1970, no México. Esse marco transformou a coleção em um ritual global, com milhões de pessoas ao redor do mundo se dedicando a completar o álbum a cada edição do torneio.
O impacto cultural e econômico dos álbuns de figurinhas é imenso. No Brasil, por exemplo, a tradição se consolidou nas décadas de 1980 e 1990, quando a Panini passou a distribuir os álbuns em bancas de jornal e papelarias, gerando uma febre entre crianças e adultos. A cada Copa do Mundo, as vendas de figurinhas e álbuns movimentam milhões de reais, com colecionadores gastando, em média, entre R$ 200 e R$ 500 para completar a coleção, dependendo da raridade das figurinhas. Além disso, a troca de cromos se tornou um evento social, com pontos de encontro em escolas, clubes e até mesmo em plataformas digitais, como grupos de WhatsApp e marketplaces online.
Panorama político e econômico
O fenômeno dos álbuns de figurinhas também reflete dinâmicas mais amplas da sociedade. Em um contexto de crise econômica e polarização política, a tradição serve como um ponto de união, transcendendo diferenças ideológicas e geracionais. Especialistas apontam que o colecionismo de figurinhas estimula habilidades como paciência, negociação e planejamento financeiro, especialmente entre crianças, que aprendem a administrar mesadas e a trocar itens de forma estratégica. Ao mesmo tempo, o mercado paralelo de figurinhas raras, que pode chegar a valores exorbitantes em leilões online, levanta questões sobre consumo e desigualdade, já que nem todos podem arcar com os custos para completar o álbum.
A fonte original destaca que, apesar das mudanças tecnológicas e do avanço dos jogos digitais, os álbuns de figurinhas mantêm seu apelo nostálgico e emocional. Em 2026, com a Copa do Mundo se aproximando, a expectativa é de que a tradição atinja novos recordes de vendas, com a Panini já anunciando edições especiais e parcerias com influenciadores digitais para engajar as novas gerações. Assim, os álbuns de figurinhas continuam a ser mais do que um simples passatempo: são um elo entre o passado e o presente, uma forma de celebrar o esporte e de construir memórias coletivas que atravessam o tempo.
Fonte: ver noticia original

