Em uma operação que marca a fase final das investigações sobre o assassinato de Ezinho Construção, a Polícia Civil prendeu na última quinta-feira (26) o vereador João da Silva, sua esposa Maria Souza e o assessor parlamentar Carlos Pereira, todos suspeitos de envolvimento no crime ocorrido em Alagoinha. As prisões foram realizadas após meses de apuração que apontam para uma motivação política no homicídio, conforme confirmou a delegada Ana Oliveira, responsável pelo caso. A cidade, de cerca de 15 mil habitantes, vive um clima de comoção e tensão, com a população cobrando respostas sobre as circunstâncias da morte de Ezinho, figura conhecida no setor de construção civil local.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que Ezinho Construção teria sido alvo de uma disputa política que envolvia interesses eleitorais e administrativos na região. O vereador João da Silva, que estava em seu primeiro mandato, é apontado como o mentor do crime, enquanto sua esposa, Maria Souza, e o assessor Carlos Pereira teriam atuado como intermediários e executores materiais. A delegada Ana Oliveira destacou que as provas coletadas, incluindo mensagens de texto, registros de ligações e depoimentos de testemunhas, são robustas e suficientes para sustentar as acusações. “Estamos na fase final da investigação, e os elementos indicam claramente que o crime teve motivação política, com planejamento e execução orquestrados pelos suspeitos”, afirmou a delegada em coletiva de imprensa.
Detalhes do crime e da operação
O assassinato de Ezinho Construção ocorreu em junho de 2025, quando a vítima foi morta a tiros em sua própria residência, no centro de Alagoinha. Desde então, a Polícia Civil trabalhou em sigilo para desvendar o caso, que ganhou repercussão nacional devido ao envolvimento de figuras políticas locais. As prisões foram realizadas em cumprimento a mandados expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Alagoinha, após análise de provas que incluíram perícias em celulares e rastreamento de veículos. Os três suspeitos foram encaminhados ao Presídio Regional de Campina Grande, onde aguardam audiência de custódia. A defesa dos presos ainda não se manifestou publicamente, mas fontes próximas indicam que devem contestar as acusações, alegando falta de provas concretas.
Panorama político e impacto local
O caso expõe as tensões políticas em Alagoinha, uma cidade marcada por disputas históricas entre grupos rivais. Ezinho Construção era conhecido por seu apoio a candidatos de oposição, o que pode ter motivado o ataque. A prisão do vereador João da Silva, que era aliado do prefeito José Almeida, levanta questionamentos sobre a influência de interesses partidários na violência local. Especialistas em segurança pública apontam que o crime reflete um padrão preocupante de politização de homicídios em pequenos municípios brasileiros, onde a falta de fiscalização e o acirramento de ânimos eleitorais criam um ambiente propício para conflitos. A Câmara Municipal de Alagoinha deve abrir um processo de cassação do mandato do vereador preso, enquanto a população organiza protestos para exigir justiça. O caso segue sob investigação, com a Polícia Civil buscando identificar possíveis outros envolvidos.
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