A menos de 100 dias do primeiro turno, a chapa encabeçada pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, enfrenta um cenário de fragmentação nos quatro maiores colégios eleitorais do país. A aliança, anunciada como um movimento de centro-direita, ainda não conseguiu unificar o apoio do PSD em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
O principal entrave é a chamada chapa pura — quando partidos lançam candidatura própria sem coligação proporcional —, que limita o fundo eleitoral e o tempo de TV disponível para a campanha. Enquanto isso, a polarização entre Lula e Bolsonaro dificulta a costura de alianças regionais, deixando Caiado sem palanques fortes em bases importantes do PSD.
Nos bastidores, a resistência vem de lideranças estaduais que preferem manter alianças locais com o PT ou com o PL, em vez de embarcar na candidatura nacional. A situação levanta dúvidas sobre a viabilidade da chapa em um cenário de fragmentação e escassez de recursos.
Enquanto isso, o PL de Jair Bolsonaro já articula uma chapa própria, com Flávio Bolsonaro buscando apoio do Republicanos e avaliando a ex-presidente da Caixa Daniella Marques como vice. A expectativa é que, nos próximos dias, Caiado e Kassab intensifiquem as negociações para tentar conter o racha e garantir ao menos um palanque unificado nos estados-chave.
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