As convenções partidárias que oficializam a escolha dos candidatos para as eleições de outubro de 2026 começam neste mês, entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral. Essa etapa é obrigatória para partidos políticos e federações registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que desejam lançar candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, 27 governadores e 27 vice-governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. Sem a realização da convenção e o registro formal, nenhum candidato pode ter sua candidatura validada pela Justiça Eleitoral, o que o torna inapto a concorrer.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário, ocorrerá em 25 de outubro. As convenções são o momento em que partidos e federações definem quem disputará cada cargo, além de formarem coligações para os cargos majoritários — presidente, governador e senador —, alianças válidas apenas para aquela eleição. Já as coligações para eleições de deputados são proibidas. Cada legenda tem autonomia para definir a data e o formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido.
Nas convenções, os partidos devem elaborar uma ata com as decisões tomadas, que precisa seguir as regras da legislação eleitoral e informar, por exemplo, o local, a data e o horário da reunião, o responsável pela condução dos trabalhos e a lista dos candidatos escolhidos. A ata é um dos documentos exigidos para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, cujo prazo termina em 15 de agosto. No Brasil, as convenções são necessárias porque uma pessoa só pode disputar um cargo eletivo se estiver filiada a um partido político e for escolhida pela legenda para concorrer, já que o país não permite candidaturas avulsas.
Panorama político e impacto das convenções
As convenções ocorrem em um momento crucial da corrida eleitoral, quando presidenciáveis e candidatos a governos estaduais negociam alianças e a escolha de vices para reduzir resistências internas e ampliar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. A um mês das convenções, partidos buscam consolidar chapas que atraiam eleitores e evitem fragmentação. Em Alagoas, por exemplo, o apoio de Antônio Albuquerque amplia a base de Renan Filho e reconfigura alianças para 2026, enquanto JHC avalia um recuo estratégico, trocando a candidatura ao governo por uma vaga ao Senado, conforme reportagens do portal Republica do Povo.
Para os cargos proporcionais — deputados federais, estaduais e distritais —, as siglas devem respeitar a cota de gênero, com mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Essa regra tem impacto direto na composição das listas partidárias e pode gerar ajustes de última hora nas convenções. Com o calendário eleitoral entrando na reta final — faltam 100 dias para as urnas —, as convenções representam o último passo antes do registro oficial e do início da campanha eleitoral, que começa em 16 de agosto.
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