O governo brasileiro reafirmou, nesta quarta-feira (10), a defesa da soberania nacional e do sistema de pagamentos instantâneos Pix como patrimônio estratégico, em meio às recentes barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, que incluem aumento de tarifas sobre insumos e produtos manufaturados brasileiros. A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
“O Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, e a gente defende a nossa política econômica pelo mundo”, afirmou Durigan, em discurso que ecoa a posição do governo de não ceder a pressões externas. O ministro também sinalizou que o Pix – hoje referência global de bancarização e inovação tecnológica – continuará sob estrita governança do Estado brasileiro contra interferências globais. “A primeira demanda, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial no nosso Pix”, completou.
Contexto de tensão comercial com os EUA
A fala do ministro ocorre no contexto dos recentes anúncios feitos pelos Estados Unidos de barreiras comerciais e aumento de tarifas impostas a insumos e produtos manufaturados que atingem diretamente as exportações brasileiras. O Brasil busca convencer o governo norte-americano de que um acordo bilateral seria mais vantajoso do que a taxação de 25% sobre produtos brasileiros, conforme noticiado pela Agência Brasil. A situação levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilizar o clã Bolsonaro pelo ataque dos EUA ao Pix e pela taxação, em declaração recente.
Conselhão e protagonismo global
Com o mote “Da soberania nacional ao protagonismo global”, a reunião do CDESS – conhecido como Conselhão – reúne representantes do governo, da sociedade civil e do setor produtivo para debater políticas de desenvolvimento. Ao relatar agendas recentes no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Mundial, no G20 e no G7, Durigan destacou que a comunidade internacional reconhece a liderança brasileira no debate econômico, ambiental e da transição energética, exigindo que o país seja tratado com respeito. O ministro também mencionou o Plano Brasil Soberano, que adotou novas regras para ampliar a adesão de empresas, como parte da estratégia de fortalecimento da economia nacional diante de pressões externas.
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