Uma nova pesquisa do BTG Pactual e do Instituto Nexus indica um cenário eleitoral de alta competitividade para 2026, com o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, mostra o atual chefe do Executivo com 46% das intenções de voto, contra 45% do parlamentar, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral, também simulou outros cenários de segundo turno, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o senador Renan Santos. Em todos os cenários, o presidente Lula aparece numericamente à frente, mas com vantagens que variam dentro ou no limite da margem de erro, indicando um ambiente político fragmentado e sem favoritismo claro.
Cenários testados e desempenho dos adversários
No confronto direto com Ronaldo Caiado, Lula marca 47% contra 42% do governador goiano, uma diferença de cinco pontos percentuais, ainda dentro da margem de erro. Já contra Romeu Zema, o presidente alcança 46%, enquanto o mineiro soma 41%, também em situação de empate técnico. O cenário mais apertado é justamente com Flávio Bolsonaro, onde a diferença é de apenas um ponto percentual, reforçando a polarização entre as principais forças políticas do país.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do Brasil, entre os dias 20 e 24 de agosto, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados foram coletados presencialmente, com abordagem domiciliar, e o estudo completo está disponível no site do BTG Pactual.
Panorama político e implicações para 2026
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro reflete um eleitorado dividido e uma disputa que deve ser marcada por intensa polarização. A pesquisa também sinaliza que nomes como Caiado e Zema, embora menos conhecidos nacionalmente, conseguem manter a disputa competitiva, o que pode indicar um eleitorado aberto a alternativas fora do eixo tradicional. Especialistas apontam que a indefinição sobre o cenário econômico e as investigações em curso podem influenciar os próximos movimentos dos partidos e coligações.
O instituto Nexus, responsável pela coleta e análise dos dados, destaca que o cenário de segundo turno é apenas uma projeção, e que a dinâmica da campanha, alianças e eventos futuros podem alterar significativamente o quadro atual. A pesquisa foi encomendada pelo BTG Pactual, um dos maiores bancos de investimento do país, e é vista como um termômetro do mercado financeiro sobre o clima político.
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