O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), acusou aliados do presidente Lula de espalharem fake news nas redes sociais ao afirmarem que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela oposição criaria a escala de trabalho 7×0, sem descanso semanal. A declaração foi feita nesta segunda-feira (1º de junho de 2026), em meio a um cenário de forte polarização política e investigações que já forçaram a troca na cúpula da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A polêmica ganhou destaque após aliados do governo Lula compartilharem informações distorcidas sobre a PEC, que, segundo Marinho, visa apenas modernizar a legislação trabalhista, sem qualquer previsão de jornada exaustiva. “É uma mentira descarada. A PEC não cria escala 7×0. Isso é uma tentativa de desinformar a população e prejudicar o debate sério sobre o futuro do trabalho no Brasil”, afirmou o senador em nota oficial. A acusação ocorre em um momento em que a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise interna, com a saída do ex-coordenador após revelações do escândalo do Banco Master, que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento irregular de campanhas.
Contexto Político e Repercussões
A troca na cúpula da campanha de Flávio Bolsonaro foi motivada pelo aprofundamento das investigações sobre o Banco Master, instituição financeira acusada de operar um esquema de caixa dois para políticos de diversos partidos. O escândalo, que já levou à prisão de dois ex-diretores do banco, expôs ligações com assessores próximos ao senador e gerou desgaste na base bolsonarista. A crise política se intensifica em um ano eleitoral, com Lula e Flávio Bolsonaro liderando as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em 2026.
Especialistas apontam que a disputa em torno da PEC trabalhista reflete a estratégia de ambos os lados para mobilizar suas bases. Enquanto o governo Lula tenta associar a oposição a propostas radicais, a campanha de Flávio Bolsonaro busca se distanciar de acusações de corrupção e focar em pautas econômicas. A PEC, que ainda tramita no Congresso Nacional, propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para flexibilizar jornadas, mas não prevê a escala 7×0, conforme esclareceu o relator da proposta, deputado Marcelo Freitas (PL-MG).
O episódio também reacende o debate sobre a regulação das redes sociais e a propagação de desinformação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já anunciou que investigará as postagens que distorcem o conteúdo da PEC, podendo aplicar multas e suspender contas de perfis envolvidos. Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro tenta conter os danos do escândalo do Banco Master, que já resultou na perda de apoio de parte do empresariado e na abertura de uma CPI no Senado para apurar o caso.
Fonte: ver noticia original

