EUA cortam cota de açúcar do Brasil e condicionam volta a acordo comercial

O governo dos Estados Unidos reduziu em 35,9% a cota de açúcar destinada ao Brasil, medida que atinge diretamente os produtores alagoanos, um dos principais polos do setor no país. A decisão, anunciada pela administração Trump, condiciona a recomposição do volume a um acordo comercial que seja considerado ‘satisfatório’ por Washington.

A justificativa americana é de que a parcela retirada poderá ser restabelecida caso o Brasil apresente propostas concretas de negociação. Na prática, o corte afeta a fatia que entra no mercado dos EUA com tarifa reduzida, um benefício histórico que agora vira moeda de troca em um cenário de pressão protecionista.

Para Alagoas, o impacto é direto: o estado responde por uma fatia relevante da exportação nacional do produto, e a redução da cota pode derrubar receitas e forçar o setor a buscar alternativas em outros mercados. A medida também acende alerta sobre a fragilidade de acordos comerciais dependentes de decisões unilaterais.

O próximo passo esperado é a articulação do governo federal com o setor sucroenergético para responder aos EUA, enquanto produtores locais monitoram os efeitos sobre preços e contratos já firmados. A recomposição da cota, porém, só deve ocorrer se houver avanço nas negociações bilaterais.

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