O Tribunal de Contas do Estado (TCE) revelou que 18 prefeituras alagoanas estouraram o teto da folha de pagamento, com Rio Largo e Palmeira dos Índios no topo da lista. Os dados apontam que as duas cidades, administradas por Pedro Carlos da Silva Neto e Luísa Júlia Duarte, respectivamente, comprometeram 55,62% e 58,14% da receita corrente líquida com salários.
O limite máximo previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 54%, o que coloca os gestores em situação de alerta e passíveis de sanções. A lista inclui ainda outros 16 municípios, mas Rio Largo e Palmeira se destacam por serem as maiores cidades entre as irregularidades, o que levanta questionamentos sobre a gestão fiscal no interior.
Enquanto isso, a oposição já repercute os números como prova de descaso administrativo, enquanto as prefeituras citadas devem apresentar justificativas ao TCE nos próximos dias. A expectativa é que os gestores busquem reduzir gastos ou renegociar contratos para se enquadrar à legislação antes do julgamento final.
O cenário acende o alerta para o ano eleitoral de 2026, quando os prefeitos tentarão viabilizar sucessores ou novas candidaturas, e a saúde fiscal dos municípios pode virar munição política nas disputas regionais.
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