O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, instou neste sábado (18) Cuba a libertar imediatamente mais de 700 presos políticos, depois que um notório artista dissidente cubano chegou a Miami após cinco anos na prisão. O secretário de Estado confirmou em um comunicado a chegada aos Estados Unidos do artista Luis Manuel Otero Alcántara e acrescentou: “Pedimos a libertação imediata dos mais de 700 presos políticos injustamente detidos pelo regime”.
A declaração de Rubio ocorre em meio a um contexto de tensões renovadas entre Washington e Havana, com o governo norte-americano intensificando a pressão sobre o regime cubano. O secretário de Estado afirmou que “a comunidade internacional deve deixar de fazer vista grossa às violações de direitos humanos do regime cubano e se unir a nós para exigir o fim de sua repressão”. A fala foi feita durante um evento intitulado “Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político”, realizado no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington, conforme imagem divulgada pela agência AFP.
O caso de Luis Manuel Otero Alcántara, conhecido por suas performances artísticas de protesto, ganhou destaque internacional após sua prisão em 2021. Sua libertação e chegada a Miami foram celebradas por grupos de direitos humanos, mas a situação dos demais presos políticos em Cuba continua sendo um ponto de atrito nas relações bilaterais. A comunidade internacional, incluindo organizações como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, tem documentado dezenas de casos de detenções arbitrárias e perseguição a opositores na ilha.
O pedido de Rubio reflete uma postura mais dura dos EUA em relação a Cuba, que já havia sido alvo de sanções e críticas durante o governo anterior. A pressão agora se intensifica com a exigência de libertação em massa, algo que o regime cubano rejeita como interferência em seus assuntos internos. Analistas políticos apontam que a situação pode escalar para novas sanções econômicas ou medidas diplomáticas, enquanto ativistas locais continuam a denunciar a repressão. A chegada de Otero Alcántara a Miami também reacende o debate sobre o papel dos dissidentes cubanos exilados nos EUA e sua influência na política externa americana.
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