Gigantes americanas pedem que EUA excluam Brasil de tarifaço e alertam para prejuízos internos

Grandes empresas americanas enviaram cartas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que produtos importados do Brasil fiquem de fora da imposição de tarifas adicionais sob a investigação da Seção 301. As manifestações de gigantes como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, enviadas no dia 1 de julho, alertam para os impactos negativos que a medida pode causar tanto no mercado interno dos EUA quanto na relação comercial com o Brasil.

As cartas, obtidas com exclusividade pelo portal Alagoas 24 Horas, destacam que a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pode elevar custos para consumidores e empresas americanas, além de prejudicar cadeias de suprimento já fragilizadas por tensões comerciais globais. A Tesla, por exemplo, argumenta que componentes importados do Brasil são essenciais para a produção de baterias e veículos elétricos, e que tarifas extras inviabilizariam a competitividade do setor. Já a Coca-Cola e a Nestlé alertam que insumos como açúcar, café e cacau brasileiros são fundamentais para suas operações nos EUA, e que o encarecimento desses produtos pode levar a aumentos de preços nas prateleiras.

Panorama político e econômico

A pressão das gigantes americanas ocorre em meio a um cenário de escalada protecionista nos EUA, onde a administração Biden tem utilizado a Seção 301 para investigar práticas comerciais de países como China e Brasil. No entanto, a reação de empresas como eBay e Tesla sinaliza que o setor privado americano vê o Brasil como um parceiro estratégico, e não como alvo de sanções. O movimento também reflete a preocupação com a perda de competitividade da indústria americana, que depende de insumos brasileiros para manter preços acessíveis e prazos de entrega.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que, se as tarifas forem aplicadas, o Brasil pode retaliar com medidas semelhantes, afetando exportações americanas de tecnologia, máquinas e produtos químicos. A Nestlé e a Coca-Cola, em suas cartas, destacam que o Brasil é um dos maiores mercados consumidores de seus produtos, e que uma guerra comercial bilateral poderia reduzir vendas e empregos nos dois países. O USTR ainda não se pronunciou oficialmente, mas a pressão das gigantes pode influenciar a decisão final, prevista para os próximos meses.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *