Governo do Rio exonera 30 comissionados e suspende contratos em autarquia investigada por desvio de R$ 80 milhões

O governo do estado do Rio de Janeiro exonerou 30 servidores comissionados e suspendeu contratos administrativos no Instituto Rio Metrópole, autarquia estadual responsável por projetos de infraestrutura e planejamento urbano, após denúncias de irregularidades que apontam desvio de R$ 80 milhões. A medida foi anunciada em meio a uma auditoria interna que investiga supostas fraudes em licitações e superfaturamento de obras, conforme apuração do portal Frances News.

As exonerações atingem cargos de confiança ligados à diretoria da autarquia, que também teve seus diretores substituídos temporariamente. Os contratos suspensos incluem serviços de consultoria, obras e fornecimento de materiais, todos sob suspeita de irregularidades. A auditoria, conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), deve concluir o relatório nos próximos 60 dias, podendo resultar em novas demissões e ações judiciais.

Panorama político e impacto fiscal

A crise no Instituto Rio Metrópole ocorre em um contexto de escândalos envolvendo autarquias estaduais em todo o Brasil. No Rio, o caso se soma a outras investigações que já levaram à exoneração de dezenas de comissionados em órgãos como a Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC) e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE). A suspeita de desvio de R$ 80 milhões representa um rombo significativo para o orçamento estadual, que já enfrenta restrições fiscais e cortes em áreas como saúde e educação.

Especialistas apontam que a falta de controle sobre cargos comissionados e contratos emergenciais facilita a ocorrência de fraudes. A situação no Rio ecoa casos recentes em outros estados, como a demissão em massa em Roraima após derrota eleitoral, onde o governador interino exonerou comissionados para conter gastos e evitar novas denúncias. No Rio, a medida do governo busca conter o desgaste político e demonstrar transparência, mas ainda há dúvidas sobre a efetividade das auditorias internas.

O Instituto Rio Metrópole, criado em 2015 para coordenar projetos metropolitanos, já havia sido alvo de críticas por falta de transparência em licitações. A atual investigação pode levar à reestruturação do órgão, com possível extinção de cargos e revisão de contratos. Enquanto isso, a população aguarda a conclusão da auditoria para saber se os recursos desviados serão recuperados e se os responsáveis serão punidos.

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