Marina Silva recebe maior condecoração da França em Brasília e destaca reconstrução da política ambiental brasileira

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, recebeu nesta terça-feira (1º), na Embaixada da França, em Brasília, a insígnia de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra, a mais alta condecoração da República Francesa. A solenidade contou com a presença do ministro da Europa e dos Assuntos Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, e reconhece a trajetória de mais de três décadas de Marina em defesa do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, além de sua atuação no enfrentamento das mudanças climáticas.

Em seu discurso, Marina Silva afirmou que recebeu a honraria como um reconhecimento ao trabalho realizado pelo Brasil que, nos governos do presidente Lula, reconstruiu e fortaleceu sua política ambiental e climática. “Os resultados alcançados nesse período pertencem ao povo brasileiro e às instituições do Estado”, disse a ex-ministra, que também é uma das figuras centrais do cenário político nacional, especialmente em meio às articulações para as eleições de 2026.

Legião de Honra: uma tradição de mais de dois séculos

A insígnia foi criada por Napoleão Bonaparte em 1802 e tem como objetivo homenagear mulheres e homens que, por meio de sua coragem, talento, dedicação ou realizações excepcionais, prestaram serviços importantes à França. Ao longo de seus mais de 200 anos de história, a Legião de Honra foi concedida a personalidades como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o escritor Jorge Amado e o arquiteto Oscar Niemeyer. A cerimônia ocorre em um momento de intensa movimentação política, com a reforma ministerial do governo Lula e as negociações para as candidaturas ao Senado e à Câmara em 2026, como a oficialização da candidatura de Márcio França ao Senado por São Paulo, que busca apoio de Lula em meio a impasses com PT e PSOL.

A condecoração a Marina Silva também ecoa o fortalecimento da agenda ambiental brasileira no cenário internacional, após anos de retrocessos. A ministra, que já foi cotada para o Senado em meio a articulações partidárias, como as que envolvem a ministra Marina Silva avaliando convites para o Senado, vê o reconhecimento francês como um sinal de que o Brasil retomou seu protagonismo na pauta climática. A honraria, portanto, não apenas celebra a trajetória individual de Marina, mas também simboliza a reinserção do país no debate global sobre sustentabilidade, em um ano eleitoral que promete agitar Brasília com intensas articulações partidárias.

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