A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, 21 anos, durante um rope jump em uma ponte desativada em Limeira (SP), escancara um problema crônico no turismo de aventura brasileiro: as regras existem, mas a fiscalização é praticamente inexistente. O acidente, que chocou o país, levanta questionamentos sobre quem de fato garante a segurança dos praticantes.
A atividade, regulamentada por normas técnicas da ABNT e pelo Ministério do Turismo, exige equipamentos certificados e profissionais habilitados. No entanto, na prática, empresas operam sem qualquer vistoria periódica, deixando a segurança a cargo da própria sorte. O caso de Maria Eduarda é um exemplo trágico de como a falta de controle pode custar vidas.
Especialistas apontam que a responsabilidade pela fiscalização é difusa, envolvendo órgãos municipais, estaduais e federais, mas nenhum deles assume a liderança. Enquanto isso, o setor de turismo de aventura cresce sem freios, atraindo aventureiros desavisados. A perspectiva é de que o caso force uma revisão nas políticas de segurança, mas sem pressão popular, a tendência é que a inércia continue.
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