MP denuncia policial civil por duplo homicídio qualificado dentro de viatura no Sertão de Alagoas

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) denunciou o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, pela morte dos colegas de corporação Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. O crime, ocorrido na madrugada de 20 de maio, dentro de uma viatura policial, foi classificado pelo promotor de Justiça Dênis Guimarães de Oliveira como “traiçoeiro, covarde e de surpresa”. As investigações apontam que Gildate usou uma pistola Glock calibre .40 para efetuar os disparos.

De acordo com o MP-AL, foi solicitado que Gildate Goes seja julgado e condenado por duplo homicídio qualificado. Laudos de alcoolemia revelaram concentrações de 2,1 g/L e 2,3 g/L de álcool no sangue das vítimas, o que teria reduzido significativamente sua capacidade de reação. O crime não foi premeditado, segundo a conclusão da Polícia Civil.

Detalhes do crime e da ação

As mortes ocorreram na Rua Floriano Peixoto, no centro de Delmiro Gouveia, quando os policiais retornavam de uma diligência. Segundo o MP, Denivaldo Jardel foi o primeiro alvo, atingido pelas costas e na nuca, com morte imediata. Ele tinha 47 anos e era natural de Pernambuco. Yago Gomes, de 33 anos e natural de Sergipe, ao ouvir o primeiro disparo, levantou a mão direita em reflexo instintivo de defesa, mas foi atingido no lado direito da têmpora. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram ao local, mas as vítimas já estavam mortas.

O caso gerou comoção e levanta questões sobre a segurança e a saúde mental dentro das corporações policiais, especialmente em situações de estresse e uso de álcool. A denúncia do MP-AL reforça a necessidade de investigações rigorosas em crimes cometidos por agentes do Estado, que devem responder com transparência e justiça.

O g1 tenta contato com a defesa do policial suspeito. O caso segue em tramitação na Justiça de Alagoas.

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