Uma mulher, de 38 anos, conseguiu escapar de uma situação de violência doméstica após o marido, de 28, adormecer embriagado. O caso aconteceu neste domingo (19) e a vítima denunciou ter sido agredida e mantida em cárcere dentro de casa, em Dourados (MS).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que o homem havia trancado a residência e ficado com a chave, impedindo que ela saísse ou pedisse ajuda. Após conseguir destrancar a porta, a mulher acionou as autoridades. Quando os policiais chegaram ao local, ela contou que o casal consumia bebidas alcoólicas quando o marido passou a apresentar comportamento agressivo.
Conforme o relato da vítima, ela foi agredida com um soco no rosto, chutes nas pernas, puxões de cabelo e empurrões. Os policiais constataram que a mulher apresentava lesões no rosto e nas pernas. De acordo com o registro policial, o marido afirmou que se tratava “apenas de uma briga”.
O caso foi atendido pela Polícia Militar, e o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). Não há informações sobre prisão do suspeito.
Panorama da violência doméstica no Brasil
O episódio em Dourados reflete um padrão recorrente de violência contra a mulher no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2023, mais de 1,4 milhão de mulheres foram vítimas de agressão física no Brasil. A manutenção de vítimas em cárcere privado, como no caso relatado, é uma das formas mais graves de violência, frequentemente associada ao consumo de álcool e ao controle coercitivo por parte dos agressores.
Especialistas apontam que a falta de medidas protetivas efetivas e a demora na resposta policial contribuem para a perpetuação desses crimes. A ausência de informações sobre a prisão do suspeito neste caso levanta questionamentos sobre a eficácia do sistema de justiça em garantir a segurança das vítimas.
A situação também expõe a necessidade de políticas públicas integradas, que incluam abrigos temporários, acompanhamento psicológico e campanhas de conscientização sobre os sinais de violência doméstica. Enquanto isso, a mulher de 38 anos aguarda desdobramentos do caso, que segue sob investigação da Depac de Dourados.
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