A Polícia Civil de Minas Gerais realiza, durante a noite desta segunda-feira (6), uma nova perícia no apartamento onde o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O trabalho será feito com o uso de luminol, um reagente químico que identifica vestígios de sangue invisíveis a olho nu, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do crime e complementar as provas já reunidas.
A substância reage com o ferro presente na hemoglobina e emite uma luz azulada, permitindo que os peritos localizem marcas de sangue mesmo em locais que tenham sido lavados ou limpos. A expectativa é que o exame ajude a esclarecer a dinâmica do crime e complemente as provas já reunidas durante a investigação.
O crime e a investigação
Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos pelo filho, na tarde de terça-feira (30), no apartamento onde moravam, na Rua Padre Severino, no bairro São Pedro. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu, possivelmente, na tarde de segunda-feira (29). O advogado foi atingido por 17 facadas, enquanto a esposa sofreu sete golpes.
A principal suspeita é Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que havia sido indicada por um familiar de Maria Clotilde para fazer uma faxina na residência. Esta foi a primeira vez que ela trabalhou no imóvel. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da mulher ao prédio pela manhã e a saída cerca de oito horas depois, carregando bolsas e sacolas. De acordo com a investigação, após deixar o edifício, ela descartou uma blusa com manchas de sangue e uma bolsa em uma caçamba e, em seguida, entrou em um carro que a aguardava.
A suspeita foi presa na quinta-feira (2), em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho, de 6 anos. A investigação concluiu que o casal foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo a Polícia Civil, depois do crime, a mulher levou joias, relógios, celulares e outros objetos das vítimas. Os aparelhos telefônicos foram recuperados em Vespasiano, na Grande BH. Além da autoria do crime, a polícia também apura se outras pessoas participaram da ação, entre elas o motorista do carro utilizado na fuga da suspeita.
O caso, que chocou a capital mineira, levanta questões sobre a segurança em condomínios de alto padrão e a vulnerabilidade de idosos em situações de contratação de serviços temporários. A nova perícia com luminol é um passo crucial para garantir que todos os detalhes do crime sejam esclarecidos e que a justiça seja feita.
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