O deputado estadual Waldemar Borges morreu neste domingo (26), aos 67 anos, em Pernambuco, vítima de complicações decorrentes de um câncer que enfrentava. Com uma trajetória de quase quatro décadas na vida pública, o parlamentar deixa um legado de atuação marcante na Assembleia Legislativa e em cargos executivos, enquanto o governo estadual decretou luto oficial de três dias em sua memória.
Natural do Recife, Waldemar Borges iniciou a carreira política nos anos 1980 e construiu uma sólida reputação como articulador e defensor de pautas sociais e econômicas. Ele foi eleito deputado estadual por diversos mandatos, sempre pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), e ocupou posições de destaque, como a liderança do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Sua atuação foi fundamental em momentos críticos da política pernambucana, especialmente na aprovação de projetos de desenvolvimento regional e na mediação de conflitos entre os poderes.
A notícia da morte gerou comoção entre colegas parlamentares, lideranças partidárias e autoridades de todo o estado. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, expressou pesar e destacou a contribuição de Borges para a estabilidade política e o progresso do estado. “Waldemar foi um homem público exemplar, dedicado ao serviço do povo pernambucano. Sua perda é irreparável”, afirmou em nota oficial. O decreto de luto oficial de três dias, publicado no Diário Oficial, suspende eventos festivos e determina que bandeiras oficiais fiquem a meio mastro em prédios públicos.
O velório será realizado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, e o sepultamento ocorrerá no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, com honras militares. A família do deputado pediu privacidade durante o período de luto, mas agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade recebidas de todo o estado.
O cenário político pernambucano, já marcado por intensas negociações para as eleições de 2026, agora enfrenta um vazio de liderança. Waldemar Borges era visto como uma ponte entre diferentes correntes partidárias, e sua ausência pode reconfigurar alianças e estratégias. A Assembleia Legislativa deve realizar uma sessão solene em homenagem ao ex-líder, enquanto partidos de oposição e base aliada preparam notas de pesar e propostas de projetos de lei que levem seu nome, como forma de perpetuar seu legado.
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