A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (26) a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas, com vínculos diretos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 10 bilhões por meio de criptoativos, transporte de valores, operações bancárias vultosas e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. A operação ocorre em um momento de tensão no sistema prisional e de combate ao crime organizado, que também tem sido alvo de outras ações recentes, como a que mira facções que controlam tráfico e armas a partir de presídios na Bahia e a nova fase da Operação Unha e Carne, que envolve pastor, bicheiro e ex-deputado em esquema com o Comando Vermelho.
Ao todo, 50 policiais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Os investigados são os mesmos que sofreram sanções do governo dos Estados Unidos nesta semana: dois cidadãos brasileiros e três empresas, todos acusados de atuar em conjunto com o PCC. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores dos investigados, com cerca de R$ 10,4 bilhões bloqueados.
A operação ocorre em um contexto de intensificação do combate ao crime organizado no país, que tem gerado repercussões políticas e institucionais. Duas semanas após uma crise política envolvendo o presidente Lula e o governador da Bahia, Jaques Wagner, em meio a uma operação da PF, o reencontro dos dois líderes na Bahia sinaliza a complexidade das relações entre os poderes e a necessidade de ações coordenadas contra o crime. Enquanto isso, em Alagoas, a Polícia Civil apreendeu um adolescente por lesão corporal dolosa, caso que expõe a violência juvenil e a atuação das forças de segurança em diferentes frentes.
A Operação Exchange reforça o compromisso das autoridades em desmantelar as estruturas financeiras do crime organizado, que utilizam métodos cada vez mais sofisticados para ocultar a origem ilícita dos recursos. As investigações continuam em andamento, e a PF não descarta novas fases da operação.
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