Uma professora da rede municipal de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, identificou marcas de agressão nas costas de uma aluna de 6 anos durante uma aula de educação física na manhã de sexta-feira (10). As marcas, compatíveis com golpes de mangueira, levaram à prisão em flagrante do padrasto da criança, um homem de 22 anos, por lesão corporal. A Polícia Militar (PM) foi acionada pela docente, que também relatou que a menina demonstrou medo de sofrer novas agressões caso a violência fosse denunciada.
Segundo a PM, a professora percebeu os ferimentos durante a atividade física e imediatamente acionou as autoridades. A criança contou à educadora que havia sido agredida pelo padrasto com uma mangueira de chuveiro e que as agressões eram frequentes. A PM informou que a menina não detalhou se a agressão ocorreu durante o banho, mas o registro policial confirma a natureza das marcas.
Os militares, acompanhados pelo Conselho Tutelar, foram até a residência da criança. No local, o padrasto negou as agressões e afirmou que apenas “corrigia” a enteada. Apesar da versão apresentada, o homem foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Patos de Minas.
O Conselho Tutelar informou que a criança permaneceu com a mãe e que o órgão continuou acompanhando o caso. Este foi o primeiro atendimento à família, mas a menina relatou que as agressões eram frequentes, indicando um padrão de violência doméstica que pode ter passado despercebido até então.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil para saber se um inquérito foi instaurado para apurar as agressões e se o homem foi ouvido e liberado, mas não havia obtido retorno até a última atualização. O caso reforça a importância da atuação de profissionais da educação na identificação de sinais de violência infantil, especialmente em contextos onde a criança tem medo de denunciar.
O panorama político geral em Minas Gerais e no Brasil tem mostrado um aumento na conscientização sobre violência doméstica e infantil, com políticas públicas como a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sendo aplicadas em casos como este. No entanto, a frequência de agressões relatadas pela menina sugere que ainda há desafios na prevenção e na proteção de vítimas vulneráveis. O caso em Patos de Minas destaca a necessidade de fortalecer redes de apoio, como Conselhos Tutelares e escolas, para identificar e interromper ciclos de violência.
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