O presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, anunciou neste domingo (21) sua desistência oficial de concorrer ao governo de São Paulo, redirecionando sua estratégia política para uma vaga na Câmara dos Deputados. A decisão, divulgada em comunicado, ocorre em meio a articulações para apoiar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um movimento que pode redefinir alianças no estado.
A desistência de Paulo Serra representa um duro golpe nas pretensões do PSDB de manter protagonismo no maior colégio eleitoral do país. O partido, que já governou São Paulo por décadas com nomes como Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, enfrenta uma crise de identidade e perdeu espaço para legendas como o Republicanos e o PL. Com a saída de Serra, a sigla fica sem um nome de peso para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes em 2026, abrindo caminho para uma possível coligação com a base de Tarcísio.
O impacto da decisão vai além das eleições estaduais. Paulo Serra, que comandou Santo André por dois mandatos e tem forte influência no ABC Paulista, agora concentra esforços em uma candidatura federal. A mudança de rota pode fortalecer a bancada paulista do PSDB na Câmara dos Deputados, onde o partido busca renovar seu quadro e recuperar relevância nacional. Enquanto isso, a discussão sobre apoio a Tarcísio sinaliza uma aproximação entre tucanos e o campo conservador, que já conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O cenário político paulista, marcado por intensas negociações, vê na desistência de Paulo Serra um reflexo da fragmentação partidária e da ascensão de novas lideranças. A aliança com Tarcísio, caso concretizada, pode isolar ainda mais a oposição de esquerda, que tenta unificar candidaturas em torno de nomes como Fernando Haddad (PT) ou Márcio França (PSB). Para o PSDB, a aposta em uma candidatura proporcional e o apoio ao atual governador representam uma tentativa de sobrevivência política em um estado onde o partido já foi hegemônico.
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