O governador de Alagoas comemorou a redução nos casos de feminicídio no estado, mas os dados divulgados revelam um cenário preocupante: enquanto os assassinatos de mulheres caíram, as tentativas de feminicídio e os registros de estupro de vulnerável apresentaram alta. A informação foi repercutida nesta semana e levanta questionamentos sobre a efetividade das políticas de proteção à mulher.
Segundo os números, a queda nos feminicídios é real e celebrada, mas especialistas apontam que o aumento nas tentativas indica que a violência doméstica segue em níveis alarmantes. Já os casos de estupro de vulnerável, que envolvem crianças e adolescentes, cresceram, escancarando uma crise que vai além do âmbito doméstico e exige ação imediata do poder público.
A comemoração oficial contrasta com a realidade de quem está na ponta. Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, Alagoas registrou o menor número de feminicídios da série histórica, mas os dados atuais mostram que a subnotificação e a falta de estrutura de acolhimento ainda são desafios. O discurso de vitória, portanto, esbarra na urgência de políticas que ataquem a raiz da violência.
O próximo passo esperado é que o governo detalhe as ações para conter o avanço das tentativas e dos estupros, além de ampliar o monitoramento de casos de reincidência. A pressão sobre o Executivo estadual deve crescer, principalmente com a proximidade das eleições de 2026, quando o tema da segurança pública promete dominar o debate.
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