A semana no Sul de Minas foi marcada por três grandes acontecimentos que mobilizaram a atenção da população: o sorteio da Quina de São João, que premiou 13 apostas da região com valores de até R$ 24,4 mil; a morte violenta da professora aposentada Patrícia de Lourdes Pereira Borges, de 63 anos, em Lambari, com o filho preso como principal suspeito; e o crescimento do polo aeronáutico de Itajubá, que já movimenta R$ 1,4 bilhão por ano, mas enfrenta o desafio de reter mão de obra qualificada. Os dados foram compilados pelo g1 Sul de Minas, que destacou o impacto social e econômico desses eventos na região.
O primeiro lugar entre as mais lidas ficou com a Quina de São João. Treze apostas feitas em 12 cidades do Sul de Minas acertaram quatro números e ‘bateram na trave’, levando prêmios que somaram R$ 24,4 mil. O sorteio especial, realizado pela Caixa Econômica Federal, movimentou o comércio local e gerou expectativa entre os moradores, que acompanharam o resultado com esperança de mudar de vida. A notícia reflete o interesse popular por loterias e a capilaridade dos sorteios no interior do estado.
Violência doméstica e feminicídio em Lambari
Em segundo lugar, a morte da professora aposentada Patrícia de Lourdes Pereira Borges chocou a comunidade de Lambari. Ela foi encontrada morta dentro de casa na madrugada de segunda-feira (29). O filho dela, de 28 anos, foi preso horas depois e confessou o homicídio, segundo a Polícia Civil. A esposa do suspeito também foi detida por suposta participação no crime. A investigação aponta que as agressões começaram após uma discussão e que, depois da morte, o filho levou o celular, um cartão bancário e dinheiro da vítima. Inicialmente registrado como latrocínio, o caso passou a ser investigado como feminicídio. A polícia informou que o suspeito já tinha histórico de violência contra a mãe e havia sido alvo de medida protetiva. Patrícia era muito conhecida na comunidade escolar de Lambari, onde atuou como professora por décadas.
Polo aeronáutico de Itajubá: crescimento e desafios
O terceiro lugar entre as mais lidas foi ocupado pelo polo aeronáutico de Itajubá. A cidade, com pouco mais de 100 mil habitantes, consolidou-se como um dos principais centros do setor no Brasil, reunindo 44 empresas, cerca de 5 mil empregos diretos e um faturamento anual estimado em R$ 1,4 bilhão. A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) é um dos pilares desse desenvolvimento, tendo formado mais de 200 engenheiros aeronáuticos. No entanto, a cidade enfrenta um paradoxo: forma mais profissionais qualificados do que consegue absorver no mercado local. Muitos recém-formados precisam buscar oportunidades em outros centros por falta de vagas especializadas na região. Nos últimos anos, startups, pesquisas com drones e novos investimentos têm ampliado as oportunidades, mas empresas, universidade e poder público reconhecem que reter talentos continua sendo um dos principais desafios para fortalecer o ecossistema aeronáutico da cidade. O caso ilustra as dificuldades de desenvolvimento regional em meio a um setor de alta tecnologia.
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