O Senado entrou em recesso sem sequer começar a discutir a PEC que acaba com a escala 6×1 — aquela jornada de seis dias de trabalho por um de descanso. A proposta, que prometia reduzir a carga para 36 horas semanais, agora só deve voltar à pauta depois das eleições municipais de outubro.
Enquanto isso, o Congresso deixa para o segundo semestre uma pilha de pautas prioritárias, como segurança pública e mineração estratégica. O recesso no Senado trava a PEC e empurra a decisão para um momento em que os parlamentares estarão mais preocupados com as urnas do que com o trabalhador.
O adiamento não surpreende quem acompanha o ritmo do Legislativo. Com 70 vetos presidenciais também engavetados, a mensagem é clara: o que não rende voto imediato fica para depois. A perspectiva é que a PEC só ganhe tração no fim do ano, se é que ganha.
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