O secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, defendeu o uso ético da inteligência artificial (IA) após os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dispositivos que regulamentavam a tecnologia no Brasil. Em entrevista, Valadares criticou o uso da IA pela oposição para produção de conteúdos manipulados e garantiu que a campanha do PT priorizará a veracidade das informações, em meio a um cenário político marcado por disputas acirradas e preocupações com a desinformação.
Valadares destacou que o PT está comprometido com a transparência e a ética no uso de ferramentas digitais, especialmente em um momento em que a inteligência artificial pode ser usada para criar deepfakes e outros conteúdos falsos. Ele afirmou que a legenda adotará medidas rigorosas para evitar a disseminação de informações enganosas, contrastando com o que chamou de ‘práticas irresponsáveis’ de adversários políticos. A declaração ocorre após o presidente Lula vetar trechos de um projeto de lei que tratava da regulamentação da IA, gerando debates sobre os limites e responsabilidades no uso da tecnologia.
Panorama político e impactos da regulamentação
A discussão sobre o uso ético da IA ganha relevância em um contexto de polarização política no Brasil. O veto de Lula a partes do projeto de lei, que previa sanções mais duras para o uso indevido da tecnologia, foi visto por aliados como uma medida para evitar excessos que pudessem prejudicar a inovação. No entanto, críticos apontam que a falta de regulamentação clara pode abrir brechas para a manipulação de conteúdo, especialmente durante o período eleitoral. Valadares reforçou que o PT seguirá as diretrizes do governo federal, mas cobrou que a oposição também adote práticas transparentes.
O secretário do PT também mencionou que a legenda investirá em treinamento de equipes e em ferramentas de verificação de fatos para combater a desinformação. Ele ressaltou que a campanha do partido usará a IA de forma responsável, priorizando a autenticidade e a checagem de informações. A postura do PT contrasta com a de outros partidos, que já foram acusados de usar tecnologia para difamar adversários. Valadares concluiu que a ética na comunicação é um pilar fundamental para a democracia, especialmente em um ano de eleições municipais.
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