Secult orienta agentes culturais sobre uso de marcas da PNAB no período eleitoral para evitar irregularidades

A Secretaria de Cultura (Secult) publicou uma orientação oficial direcionada a agentes culturais de todo o estado sobre o uso das marcas da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) durante o período eleitoral. A medida visa evitar que projetos e recursos públicos sejam associados a candidaturas ou partidos, prevenindo infrações à legislação eleitoral e garantindo a imparcialidade das ações culturais.

De acordo com a Secult, a orientação se baseia na legislação vigente, que proíbe o uso de bens, serviços e recursos públicos para promoção pessoal ou partidária. A pasta reforça que as marcas da PNAB, incluindo logotipos e selos oficiais, não podem ser utilizadas em materiais de campanha, eventos políticos ou qualquer atividade que possa configurar propaganda eleitoral. A orientação abrange todos os agentes culturais que recebem recursos da política, como editais, prêmios e fomento direto.

Contexto e impacto da orientação

A iniciativa da Secult ocorre em um momento de intensificação do calendário eleitoral, quando o uso indevido de recursos públicos pode gerar denúncias e sanções. A PNAB, instituída pela Lei nº 14.399/2022, é uma das principais políticas de fomento à cultura no Brasil, com investimentos que somam bilhões de reais. A orientação busca proteger a integridade dos projetos culturais, evitando que sejam instrumentalizados por interesses políticos.

A Secult também destacou que os agentes culturais devem estar atentos à comunicação de suas ações, evitando qualquer menção a candidatos ou partidos em redes sociais, sites ou materiais impressos vinculados aos projetos. A pasta recomenda que, em caso de dúvidas, os agentes consultem a assessoria jurídica da secretaria ou os órgãos de controle, como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Panorama político e cultural

A orientação da Secult reflete um esforço mais amplo de transparência e legalidade no setor cultural, que historicamente enfrenta desafios relacionados à politização de recursos. Em um cenário de polarização política, a medida busca assegurar que a cultura continue sendo um campo de expressão plural, sem interferências partidárias. A PNAB, que substitui a antiga Lei Aldir Blanc, tem sido alvo de debates sobre sua implementação e fiscalização, especialmente em ano eleitoral.

Especialistas em direito eleitoral apontam que o uso indevido de marcas públicas pode configurar abuso de poder político, sujeito a multas e até cassação de candidaturas. A Secult reforça que a orientação não é punitiva, mas preventiva, visando orientar os agentes culturais a atuarem dentro da lei. A pasta também informou que disponibilizará canais de atendimento para esclarecer dúvidas e receber denúncias de possíveis irregularidades.

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